10 conselhos para mães de primeira viagem

Cada gestação é um universo a ser desvendado. Por mais que a mulher se prepare para esse momento tão especial, cada gestação é única e nem sempre esse momento sonhado é tão cheio de flores pelo caminho. Para algumas mulheres é um momento de muitos desafios e mudanças nos aspectos físicos e emocionais que exigem atenção e cuidados específicos. Reunimos neste texto 10 conselhos carinhosos para você, mãe de primeira viagem:

Foto: Gilda Mel (https://www.facebook.com/gildamell)

1. Desejos existem?
Sim existem! Mas, não são todas as grávidas que vão manifestar, ou às vezes elas nem percebem.
O que acontece é que por questões orgânicas, às vezes o corpo pode dar alguns indicativos que precisam de alguns nutrientes, em outros casos podem sentir necessidade de consumir alimentos que ajudem a diminuir os enjoos... Lembro da minha mãe sempre chupando limão, na gravidez dos meus irmãos. Eu desejava sorvete de frutas e sucos, alguns foram bem difíceis de achar aqui em São Paulo, mas com ajuda de amigos da Bahia não passei vontade. Já imaginou meu filho nascer com cara de Jenipapo? Não! rsrs
O importante é ter bom senso, porque desejo de comer terra pode indicar alguma falta de nutriente, mas não é algo aconselhável a sua saúde e a do bebê.

2. Cuide-se
Nunca seu corpo exigirá tanto de você como na gestação. São vários hormônios e muitas mudanças que exigem cuidados para evitar que depois da gestação você fique com marcas e manchas na pele e no corpo.
Tudo sofre mudanças nesse período: corpo, pele, cabelo, unha, dentes. Nem todas as mudanças são ruins, mas é preciso uma rotina muito cuidadosa, tais como: usar repelentes, usar protetor solar (permitido para gestantes), ter ainda mais cuidados com os dentes, hidratar bastante a pele e cabelo.
Atenção e cuidado com os produtos de beleza, muitos não são indicados no período da gestação. Até os esmaltes precisam ser analisados. Antes de qualquer procedimento estético, converse com seu médico.
Ficar linda sim, mas com segurança para saúde da mãe e do bebê.

3. Dê atenção ao relacionamento
A gestação é um período de picos hormonais, como se já não bastasse toda a ansiedade, expectativa e preocupação. Para algumas gestantes, não altera em quase nada seu humor, ou rotina, para outras é uma TPM potencializada a 1000%. Seja qual for o seu caso eu te digo: Cuide do seu relacionamento!
A vida a dois já exige muitos exercícios de tolerância, amor e generosidade. Mas na gestação a mulher precisa muito que tais exercícios sejam feitos à favor dela, porém nem sempre a pessoa que está ao lado compreende o que se passa dentro de você. Meu conselho é: Converse! Não guarde mágoas ou ressentimentos, isso não fará bem a você, nem ao bebê e muito menos ao relacionamento. Apenas converse!
Crie momentos especiais para o casal, pois, após a chegada do bebê vocês sentirão muita falta disso.
E se não houver restrição médica, aproveite o sexo, pois devido a sensibilidade e as altas hormonais, para muitas mulheres é um período de muito prazer sexual.

4.Gravidez não é doença!
Essa frase é muito ruim de se ouvir! Nenhuma grávida se sente doente, porém, é um mundo de transformações e mutações acontecendo dentro delas. Para cada mulher isso repercute fisicamente de uma forma. Então, é preciso respeito às mulheres que sentem mais dificuldades que as outras.
Não é justo dizer essa frase a uma gestante, pois cada gestação é única! E para algumas mulheres, realmente a gestação compromete e muito a saúde e bem estar. Tem mulheres que passam a gestação inteira em cima da cama pra conseguir finalizar os 9 meses. Outras desenvolvem diabetes, pressão alta, enfim, é preciso que a partir de nós mulheres, esse discurso seja mais generoso. Cada gestante é única e precisa ser respeitada em suas características individuais e ser respeitada mesmo que as necessidades dela sejam muito diferentes das que você tem referência. Sejamos generosas!

5. Controle as emoções
Serão muitas as emoções, desde a confirmação da gravidez.
O exercício é controlar essas emoções: alegria, euforia, tristeza, angústia, medo, expectativa, ansiedade. Todos esses sentimentos são normais, desde que você consiga lidar com eles e ao perceber quando não se sinta bem, ter mecanismos que possibilitem você melhorar.
Sugiro primeiro que você lembre sempre que tudo que você sente, você passa para seu bebê, você e ele nesse momento são um só.
Tenha uma rede de apoio próximo, tais como o(a) parceiro(a), familiares, amigos ou até mesmo um profissional.
Faça atividade física e se possível, faça uma atividade para controlar respiração, tais como: yoga, tai chi chuan, meditação, tudo sob a supervisão médica , claro!

6. Calendário útil
Mantenha visualmente um cronograma e um calendário, ou seja, se organize em tudo que você precisa realizar no primeiro, segundo e terceiro trimestre. Seja cuidadosa com os dias de exames, vacinas, consultas, mantenha tudo visualmente ao seu alcance. Algumas gestantes costumam ficar bastante esquecidas, então não confie e nem sobrecarregue sua memória, crie mecanismos de lembretes que funcionem pra você.
Programe o prazo para o quarto ficar pronto, fotos, enxoval, chá de fraldas, visita a maternidade, bolsa de maternidade (da gestante e do bebê) e lembrancinhas. Organize a casa para ficar tranquila quando retornar.
Sugiro que leia os demais textos aqui no Papo de Carinho, temos 14 dicas valiosas, antes que o bebê chegue e Como organizar um chá de fraldas perfeito gastando pouco.

7. Tenha muitos momentos lúdicos
A gestação é um momento de construção de laços e afeto com seu bebê. Como falei no início, ele sente tudo que você sente, então é muito importante que você se permita ter momentos de prazer, de fazer coisas que te faça realmente feliz, seja ouvir música, artesanato para decorar o quarto ou a maternidade, filminho, se fotografar para registrar cada fase, fazer anotações de sua gestação como um diário, sair com amigas para fazer compras ou com o(a) companheiro(a) para namorar…
A super dica que dou aqui é a dança materna para gestantes, é algo incrível , um momento maravilhoso da mãe em total conexão com seu corpo e com seu bebê ainda no ventre, uma experiência que vale muito a pena ser vivida.

Recomendo o site Dança Materna para saber mais

Foto: Dança Materna (https://www.dancamaterna.com.br/sandrastorino)

8. Faça seu álbum de gestante
Tire fotos desde o primeiro mês. Vá fazendo você mesma registros de cada fase da sua gestação.
Quando pensamos em fotos, imaginamos que para ter um ensaio fotográfico é necessário fazer um alto investimento para ter as fotos dos sonhos. Se você puder investir, se planeje, pesquise um bom profissional e faça esse registro com o maior carinho, pois será um momento único, ainda que venha a ter outra gestação, cada uma é muito particular.
Mas, caso você não possa ter o custo de um profissional, pesquise fotos que deseje reproduzir, separe os acessórios que possa usar para compor as fotos como roupinhas do bebê, bichinhos, plaquinhas.. escolha alguém da sua confiança que tenha uma boa percepção para fotografar e faça seu registro.
Estava escrevendo esse texto quando em um dos grupos maternos ao qual pertenço, vi uma publicação de uma gestante. Ela se chama Gilda Mel e compartilhou no grupo a foto capa desse texto. Sozinha, com seu celular e alguns recursos de edição, ela conseguiu captar fotos incríveis como registro do final da sua gestação.
  
Fotos: Gilda Mel (https://www.facebook.com/gildamell)

9. Exercite uma maternidade consciente
Sonhar com aquele quarto perfeito, com tudo lindo para chegada do seu bebê é algo muito natural a todas as mães. Porém, é importante lembramos que essa primeira infância passa muito rápido e quando agente menos espera aquela roupa que acabou de ganhar já não dá mais para seu bebê, o quarto já precisa ser modificado, o berço ficou pequeno, o cercadinho não usa mais, é, eles crescem muito rápido!
Então uma coisa que vale à pena financeiramente na hora de montar o quarto é procurar coisas seminovas, existem muitos grupos de trocas e vendas que compensam muito financeiramente. Algumas coisas você pode reformar, colocar um detalhe diferente e fará toda diferença, vai parecer outro móvel.
Outra sugestão é que você troque, doe ou venda, pois o desenvolvimento do bebê é muito rápido e você não conseguirá guardar tudo, e o que não é útil para o seu bebê, poderá ser muito útil para outra criança e vice versa.

10. Pesquise mais e tenha cuidado com as “comadres”
Você não conseguirá fugir delas, elas estão em toda parte, mães, sogras, tias, primas, irmãs, amigas, vizinhas, sempre cheias de conselhos: Faça isso, faça aquilo, no meu tempo era assim, no meu tempo era assado, agasalhe essa criança (num calor de quase 40 graus). Não é que todos os conselhos e sugestões sejam errados, mas é importante que você tenha seu próprio conhecimento e bom senso. Defina uma pessoa ou um grupo de pessoas da sua confiança para ser uma espécie de conselheira e referencial. Mas, acima de tudo, pesquise muito durante a gestação e após o nascimento do bebê. Encontre um bom pediatra, preferencialmente humanizado, com quem você possa dialogar, tirar dúvidas tão recorrentes as mães de primeira viagem. E acredite: nasce um bebê, nasce uma mãe, confie muito no seu instinto! Só tenha cuidado com os grupos de mães de Whatsapp e Facebook, as vezes eles atrapalham mais do que ajudam.

Então, se você gostou dessas dicas e foram importantes para você, comente, contribua, deixe suas sugestões de temas, pois o nosso Papo de Carinho também é seu espaço de interação.

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